É
uma subespecialidade da cirurgia vascular em que realizamos
o tratamento das doenças circulatórias, utilizando cateteres
e guias, manipulados à distância e monitorados por telas
(monitores).
O ambiente usado para este
tratamento tanto pode ser a sala de hemodinâmica como
o centro cirúrgico. O procedimento é feito mais comumente
pelo cateterismo (punção) dos vasos ou ainda pequenas
incisões cirúrgicas, preferencialmente na virilha (acesso
femoral) ou no membro superior, sob anestesia local (as
outras anestesias são usadas conforme necessidade) sempre
com o acompanhamento do anestesiologista. Através destas
técnicas é possível o tratamento de doenças arteriais
e venosas.
Os sintomas arteriais mais
comuns são a claudicação (dor na musculatura das pernas
em caminhadas) e as úlceras isquêmicas.
As patologias arteriais
tratadas são as obstrutivas, conhecidas como obstrução
à passagem do sangue, ou as dilatações (aneurismas). Para
as obstruções utilizamos o cateter-balão e os "stents"
(pequena estrutura metálica usada para manter o vaso no
calibre desejado) e para o tratamento dos aneurismas utilizamos
as endopróteses, que são tubos de plástico colocados por
dentro da artéria.
As doenças venosas, como
as flebites, também podem ser tratadas pela técnica em
que, através do cateter, injetamos uma substância que
atua dissolvendo os trombos formados, possibilitando a
recanalização do vaso.
Para as varizes, a cirurgia
é a técnica de escolha, mas cada vez mais se estudam outras
maneiras de se prevenirem as varizes (como a colocação
de válvulas venosas para impedir o refluxo) e a cirurgia
endovascular pode apresentar uma boa alternativa.
A cirurgia endovascular
tem como objetivos principais minimizar a agressividade
cirúrgica, evitando-se as grandes incisões e as cicatrizes.
Com isto diminui o tempo da intervenção, reduz o tempo
de internação, e os custos hospitalares são, em geral,
menores.
Para saber mais sobre o
assunto converse com o especialista.
Trombose Venosa Profunda
A Trombose Venosa Profunda
(TVP), conhecida como flebite ou tromboflebite profunda,
é a doença causada pela coagulação do sangue no interior
das veias - vasos sangüíneos que levam o sangue de volta
ao coração - em um local ou momento não adequados (devemos
lembrar que a coagulação é um mecanismo de defesa do organismo).
As veias mais comumente acometidas são as dos membros
inferiores (cerca de 90% dos casos). Os sintomas mais
comuns são a inchação e a dor.
É uma patologia mais freqüente
em pessoas portadoras de certas condições predisponentes
- uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal, tabagismo,
presença de varizes, pacientes com insuficiência cardíaca,
tumores malignos, obesidade ou a história prévia de trombose
venosa.
Outras situações são importantes
no desencadeamento da trombose: cirurgias de médio e grande
portes, infecções graves, traumatismo, a fase final da
gestação e o puerpério (pós-parto) e qualquer outra situação
que obrigue a uma imobilização prolongada (paralisias,
infarto agudo do miocárdio, viagens aéreas longas, etc).
Entre as condições predisponentes é importante citar ainda
a idade avançada e os pacientes com anormalidade genética
do sistema de coagulação.
A TVP pode ser de extrema
gravidade na fase aguda, causando embolias pulmonares
muitas vezes fatais (embolia pulmonar é causada pela fragmentação
dos coágulos e a migração destes até os pulmões, entupindo
as artérias pulmonares e gerando graves problemas cardíacos
e pulmonares).
Na fase crônica, após dois
a quatro anos, os principais problemas são causados pela
inflamação da parede das veias que, ao cicatrizarem, podem
levar a um funcionamento deficiente destes vasos sangüíneos.
O conjunto das lesões (pigmentação
escura da pele, grandes varizes, inchação das pernas,
eczemas e úlceras de perna) é chamado de síndrome pós-flebítica.
Esta complicação leva a imensos problemas socio-econômicos
por ser de tratamento caro, prolongado e extremamente
penoso em suas repercussões sociais.
A TVP é, muitas vezes, assintomática.
O diagnóstico clínico é difícil. O exame mais utilizado
para o diagnóstico da TVP é o Eco Color Doppler.
O tratamento é feito com
substâncias anticoagulantes (impedem a formação do trombo
e a evolução da trombose) ou fibrinolíticos (destroem
o trombo). Mais modernamente, e em situações selecionadas,
o tratamento da TVP pode ser feito na própria residência
do paciente, usando-se as heparinas de baixo peso molecular.